Compartilhar
SER PREJUDICADO: Escrita Terapia
Trazer esse tema, sem a pretensão de esgotá-lo, foi um desafio fantástico. Quem em sã consciência afirmaria que, sendo prejudicado estaria colocando as coisas em uma posição de equilíbrio, passaria a impressão de algo muito contraditório.
Mas é importante dizer que se trata de uma “reação”, “não reativa”, ou seja, você passa por uma ação de prejuízo, sem prejuízo, deve passar pelo crivo da razão, até é bom quem passe, pois efetiva-se o estado de atenção, fundamental.
Quando você reage, provoca reação, intencional ou não, desencadeia o compulsório, a não reação é modular, rotaciona a intensidade, a permanência de retorno… a não reação pode dimensionar o seu estado, daí a importância que isso tem na sua percepção…
Eu trouxe muitas situações, algumas atemporais, outras fruto da propriocepção, o que é fantástico, justamente perceber que “somos o que somos”, e se você está contíguo, ou arraiado, não importa, ainda que perceba com clareza, não fará diferença…
O que pode rasurar uma linha, ou uma página inteira, ainda é uma rasura; quando você nega a existência de “algo”, ou diz que “algo” é único, é de “algo” que se trata, todo o prejudicado, ação e reação, possuem a mesma sentença, o prejuízo.
A importância de SER é compreender quem somos, e se “algo” permanecemos, fruto da nossa percepção, se aceitarmos ou não isso, diz respeito a como funcionamos, e as consequências serão nossas, atingem os “outros”, mas a responsabilidade é só nossa.
Aceitar o prejuízo, ou prejudicar são faces de uma mesma moeda, uma dá e outra recebe, se oferecemos, ou se recebemos, desde que suficiente, é a mesma coisa, o importante é compreender que seja na escassez ou no excesso, é de “nós” do coletivo que se trata.
Não há de fato um prejuízo, o meio ambiente vai precisar retomar o controle, seja com o vento ou uma tempestade, ele vai retomar o controle, podemos até permanecer tentando quebrá-lo, mas é inevitável ele nos devolver, é como uma onda que se choca nas rochas…
Ela não está agindo, não é intencional, é a nossa percepção que traduz, ela apenas segue o seu curso, se há uma resistência ou não, se a rocha está lá resistindo ou não, a água permanecerá em seu curso, indo e voltando, já a rocha…
Há quem possa ler palavras como essas e buscar qualquer explicação, de fato não há, se houver diz mais sobre você, sobre como você vê o mundo hoje, do que realmente traduz a realidade, a água permanecerá água, a rocha deixará de resistir, e você…
Olhar para a realidade e fazer uma leitura, é como um sonho, até neles há o “prejuízo”, é preciso aprender a pegar na mão do mestre, a instrução dele é sempre fantástica, o mar é como uma depuração, com resistência, ele nos modela, com aceitação… palha ao vento…
Para saber o que é um poço fundo, podemos ir até ele de muitos modos, há quem diga que não precisamos conhecê-lo, eu digo, apenas reconheça-o, muito provavelmente em alguma vertente da vida, você se encontra nele, como “algo” persistente…
Então você já está no poço… eu me deitava no fundo do poço escuro, para ouvir Krishna, cantar com Ele sua devoção, e Ele vinha me ver, eu me sentia pleno, porque sentia-me Radha, o Amor de Krishna o trazia ao poço…
Observação: Essa obra, ainda não possui revisão, peço escusas, caso haja algo… tenho algumas prioridades, em algumas obras, e essa foi ficando, mas por instrução, estou disponibilizando a mesma, pois é parte integrante de “o viés da interpretação”.





